sábado, 30 de maio de 2009

A ultima vez.


Relaxe, Vá Com Calma
Peguei um caminho até o fim da linha
Onde ninguém jamais foi.
Acabei em um trem quebrado sem ninguém que conhecesse.
Mas a dor e o desejo eram os mesmos.
De onde eles morreriam.
Agora eu estou perdido e gritando por socorro.
Relaxe, vá com calma
Pois não há nada que possamos fazer.
Relaxe, vá com calma
Ponha a culpa em mim ou em você.
E se eu estivesse assustado?
E se eu estivesse aterrorizado?
E se eu estivesse assustado?
E se eu estivesse brincando com fogo?
Assustado.
E se eu estivesse aterrorizado.
Você está assustado?Você está brincando com fogo?
Relaxe..
Existe uma resposta para estes momentos mais sombrios
É claro que não entendemos
Mas a última coisa que passa pela minha cabeça
É abandonar você
Acredito que estamos juntos nessa pra sempre.
Não grite - existem muitos a caminhos a seguir.
Relaxe, vá com calma
Pois não nada há que possamos fazer.
Relaxe, vá com calma
Ponha a culpa em mim ou em você.
E se eu estivesse assustado. .E se eu estivesse aterrorizado.
E se eu estivesse assustado.
E se eu estivesse brincando com fogo.
Assustado.
É como se eu estivesse aterrorizado.
Você está assustado?
Nós estamos brincando com fogo?
Relaxe...Relaxe!

domingo, 17 de maio de 2009

Nada de nada...

"Não! Nada de nada...Não!
Eu não lamento nada... Nem o bem que me fizeram Nem o mal isso tudo me é igual!
Não, nada de nada... Não!
Eu não lamento nada... Está pago, varrido, esquecido Não me importa o passado!
Com minhas lembranças Acendi o fogo
Minhas mágoas, meus prazeres Não preciso mais deles!
Varridos os amores E todos os seus tremores Varridos para sempre Recomeço do zero.
Não! Nada de nada... Não!
Não lamento nada...! Nem o bem que me fizeramNem o mal, isso tudo me é bem igual!
Não! Nada de nada... Não!
Não lamento nada... Pois, minha vida, pois, minhas
alegrias Hoje, começam com você!"

Pra onde forão os tolos dessa cidade?
Pra onde forão os tolos felizes a cantar, dançando na rua sem hora pra parar?
Pra onde forão os tolos que não se importavam com chuva, com passos, com olhares tortuosos, com lamentos desgostosos, pra onde foi aquela imensidão, aquela beleza que havia na solidão, pra onde forão os tolos com suas alegrias, com suas rimas, com sua folia?
Pra onde forão os tolos que não se importavam, que riam do medo, que choravam calados?
Pra onde forão os tolos que andavam lado a lado, as mãos dadas, sorrindo sempre, sem palavras soltas, sem melodias armoniosas?
Pra onde forão os tolos que amavam o som daquele violão, com seus chapéus cocos, cantando a sinfonia da alegria, do amor, do sorriso e flor. Pra onde forão aqueles tolos que viam beleza em tudo?
Pra onde forão os tolos transformados, os sorrisos inventados, a amizade eterna dos bobos bem humorados, pra onde forão as brincadeiras?A doce espera da hora de correr.Pra onde forão os sorrisos tardios, com a felicidade estampada nos olhares e uma mão caida no colo do amor?
Pra onde foi aqueles tolos? Pra onde foi aquilo tudo? Porque nada agora é tão simples?
Porque nada agora pode ser bonito sem ser pago?Porque nada agora pode se construir se um sorriso inventado?Pra que tantas palavras quando antes não precisavamos dizer nada?
Pra onde foi aquele tolo..
Pra onde foi aquele tolo vagabundo, sem direitos, opniões, sem caratér, sem escrupulos..com apenas uma dor no peito que valia por todas.. uma caixinha guardada, a tão poucos mostrada..
uma caixinha chamada amizade.

sábado, 9 de maio de 2009


O pensamento da gente é a coisa mais rápida que existe.Tenho a impressão de que não tenho mais nenhuma missão a cumprir,de que minha vida está sem projeto a realizar.Sinto, agora,uma enorme preguiça e deixo-me ficar ouvindo os sons da noite.Alguns vêm da rua, mas a esses eu não dou importância.Os sons realmente graves vêm de dentro da casa.A maioria não é identificável.Fantasmas?Acabo de ouvir um rangido, mas ele não me deixa apreensivo;entrego-me às baratas.Ladrões?Estou tão cansado que já não quero saber de nada.Que roubem tudo.O que há de ser roubado?Que me matem;assustar já não me assustam.Uma porta bateu.Fico com ouvidos de tuberculoso:ouço o tique-taque do relógio de pulso na mesa da cabeceira.Fechei as portas?Não quero mais pensar nisso.Passei a vida pensando em fechar portas.De qualquer maneira, apesar da enorme dúvida, sei que as fechei.E também janelas, basculhantes, tudo.Tudo fechado.Mas ouço um barulho diferente.Talves pés levíssimos levando um corpo franzino.Não pensarei mais no passado. Sei.
-"Ninguém gosta de se lembrar dos pecados da infância" Ele disse
-"Gostaria que a senhora me dissesse qual a maneira de identificar o louco de bom comportamento.Os cegos carregam uma bengalinha branca,os surdos uma corneta acústica ou um transitor inconspícuo, os paralíticos uma cadeira de rodas ou um par de muletas.E os malucos de bom comportamento,como parecem ser o meu caso?Hein?A senhora não tem uma boa ideia?Alias a senhora não tem uma boa ideia desde que a conheci. " Eu indaguei.
-"Nós somos todos prisioneiros dos pensamentos, e dessa prisão nem a morte consegue livrar." Ela respondeu.
-"O mal do homem é a sociedade. A partir do momento em que confiamos um terço da responsabilidade de viver em outras pessoas, de nossa vida, passamos a definhar lentamente."Constatamos.